28 de dezembro de 2013

Dizem que o amor é uma das maiores armas que um ser humano têm, não será mesmo a amizade?

Isto de ter tido a ideia de fazer um livro sobre 20 anos duma Associação têm coisas engraçadas e muitas  vezes nos encontramos a ler determinados textos e contributos do qual as emoções e o sentido de amizade com determinadas pessoas deixa-nos orgulhoso das pessoas que nos transformamos  nestes 20 anos. Tenho orgulho dos meus amigos, grandes pessoas, grandes macacos e acima de tudo verdadeiros amigos e hoje neste mundo que vivemos isso são coisas que nenhum dinheiro paga. Curioso que os textos que li e que o qual me emocionei bastante(acho que aquele livro vai mesmo emocionar muita gente) foram talvez os dois escritos no céu literalmente(um ia num voo para Argentina o outro para o Brasil) por grandes amigos meus, ambos iam na procura incessante pela felicidade das suas vidas, um com a sua família o outro a ser ele mesmo:)
Não posso deixar aqui ambos os textos, em Abril serão revelados, deixarei apenas um pequeno excerto que me servirá para agradecer a amizade dos meus amigos. 

"O tal rapaz com olhar pesado e de uma sobrancelha só (também padeço do mesmo) revelou-se uma pessoa de grande coração e sensibilidade, de feitio difícil, por vezes intratável, mas com quem acabei por, eventualmente, fazer uma amizade que mantenho até hoje. Abriu-me as portas da sua casa e de todo o seu mundo. Com ele partilhei inúmeros momentos memoráveis de que destaco o Nascimento do meu (primeira) filho. Através dele conheci essa grande família de irmãos mais velhos e mais novos, que troca os V's pelos B's, 4 gerações de um puro sentimento fraterno. Com alguns deles voltei a cruzar-me mais tarde na vida e passados largos anos do nosso último encontro foi/é como não passasse tempo nenhum. Sinto que onde quer que haja um figueirence ou Vuarqueiro haverá sempre uma Caixa cheia de grandes memórias, uma espécie de Natal sem época que existe numa dimensão paralela, longe do stress profissional, dos compromissos inadiáveis, das loucuras desta vida e da próxima.

Bem hajas Nuno e todos os teus/meus Amigos da Figueira, último reduto do genuíno Espírito dos Heróis do Mar…"

By Miguel Pires

Esta foto foi tirada algures no Canal do Panama há 12 anos atrás noutros tempos onde os nossos corações estavam ocupados com outras pessoas, mas a amizade estava ocupada para sempre puto, obrigado gordo!:)))

Dizem que o amor é uma das maiores armas que um ser humano têm, não será mesmo a amizade???:))

A vida é bela!NT 

20 de novembro de 2013

Um livro que custou 20 anos a fazer e que continuará a ser escrito!

Em Março de 2014 vai-se comemorar os 20 anos da fundação da Ass. Bodyboard Foz Mondego, com o lançamento de um livro, uma exposição fotográfica e com uma gala ainda com sitio por confirmar.

Com isto venho pedir a todos meus amigos, inimigos, simpatizantes da ABFM, bodyboarders, surfistas e paddle boarders que queiram contribuir com uma história ou relato e fotos sobre a Associação e o Bodyboard figueirense para figurar no livro, MANDEM OS VOSSOS CONTRIBUTOS PARA ESTE EMAIL DA ABFM figueirabodyboard@gmail.com OU DIRECTAMENTE PARA OS LIDERES DO PROJECTO DO LIVRO.
Quem se quiser juntar ás diversas reuniões das 4 gerações sobre o encaminhamento do livro é favor contactar as pessoas embaixo.

A conhecimento:

Líder do projecto João Serpa
Assistente de produção Pedro Cruz
Coordenador João Traveira

Lider por geração de Bodyboarders

1ª geração-todos sócios fundadores
2ª geração-Luis Pereira e João Traveira
3ª geração-Jaime Jesus e André Jacaré
4ª geração-Miguel Adão e Pedro Cruz

Esperemos que todos mas mesmo todos dêem o seu contributo precioso para mais uma vez fortalecermos o nosso espírito de união e amor ao nosso desporto.Obrigado

28 de agosto de 2013

O swell gigante parte 1

Grande e grosso!


Ao fim duma semana no Tahiti e com dois dias de flat consecutivos, começa aparecer nas previsões um super swell igual ao do principio de Maio que fez furor no mundo das ondas. Para minha surpresa as mensagens de Portugal eram bastantes a incentivar-me para apanhar umas bem grandes, eu estava mais relaxado do que nunca, não sabia bem o que deveria pensar daquilo tudo e se estaria contente ou não com aquele swell.

Com a chegada deste swell a atmosfera  na tranquilidade da zona de Teahupoo é um pouco alterada, acho que toda gente sente ali um pouco a pressão dum swell daquela magnitude e sabe-se logo que os voos da Australia e Hawaii estão cheios porque os big riders vêm todos para o Tahiti, começa-se a tirar as motas de água das garagens e a preparar as cordas, o ar fica pesado no meio do paraíso.

O Bernardo Jeronimo que estava no Chile, dizia-me que já estava de olho no swell e que para eu ter calma e me preparar que vinha lá coisa grossa, sim lá razão ele tinha, coisa da grossa mesma. No dia seguinte uma 5ª feira ao fim do dia já se fazia sentir a entrada da ondulação, 3 a 4 pés classico em Teahupoo num grande final de tarde. 6ª feira de madrugada aquela tensão no ar do swell era enorme e o meu estado de espirito tinha-se alterado, estava realmente a ficar ansioso e sabia que não iria estar preparado para glo daquela magnitude, algo grande se aproximava e era mais um dia especial. 

È preciso um coisas destas no Tahiti
Nessa 6ª feira cheguei cedo ao estacionamento e 6 a 8 pés de ondas perfeitas já partiam com aquela força descomunal na bancada, enquanto me preparava chega o Garret Macnamara que para minha surpresa me reconheceu e me comprimentou. Entretanto já remava para o pico e já via aqueles bafos gigantes, lá surfei umas 3 horas com o mar a subir até aos 10 pés e com alguns bodyboarders americanos de San Diego a apanharem umas bombas, muda o vento e o surf fica impossivel, deu para ganhar ritmo neste dia e fazer um dos melhores tubos da viagem que por acaso consegui resistar na go pro, mas também deu para ver ali que não estava nada bem preparado para aquelas ondas e faltava ali algo para eu fazer umas bombas.

O resto do dia o super swell não parava de subir e o barulho do mar era imenso, decidir alterar a minha reserva do hotel em Moorea para ficar para este swell, o Thibo um bodyboarder Tahitiano que é apoiado pela Refresh dizia-me por telefone que no dia seguinte iria estar de gala e muito grande em Sapinius e para eu aparecer por lá. Sabia que em Teahupoo iria estar gigante demais para entrar a remar e como a tow in estava sem treino decidi então acordar bem cedo e ir para Sapinius e ir de encontro ás ondas mais pesadas que já vi e senti na vida, sabia que aquele seria o dia.


Maruruo! NT

30 de julho de 2013

A diferença de há 7 anos para cá.


Sinceramente pouco ou nada mudou, naquilo que vi há sete anos atrás quando estive no Tahiti pela primeira vez. A grande diferença é ver o triplo de Bodyboarders na água e o Bodyboard a crescer e muito, em número de praticantes e adeptos. Sentir que o nosso desporto ali é muito respeitado e não haver rivalidades algumas entre outros desportos de ondas.
As ondas estão iguais a si próprias, mais crowd certamente, mas mesmo em Teahupoo onde está o circo todo, o respeito característico daquelas águas e dos seus locais é enorme por todos que estão ali a surfar, espera-se pela sua vez mas não podemos deixar de ir nas ondas mesmo que seja uma daquelas bem animais, vê-se o apoio de toda gente para dropares a onda da tua vida. Muito importante quando chegas ao pico cumprimentar todos pessoalmente em especial os locais, porque eles fazem questão de te dar um cumprimento pessoal.
As pessoas estão iguais a si mesmas, simpatia, respeito e humildade pura, principalmente fora de Papeete, na zona de Teahupoo/Vairao onde eu fiquei instalado em casa duma familia, ao fim de uns dias já toda gente te conhecia e dizia olá como vivesses ali há anos. Naquela zona do Tahiti onde as tradições de família estão mais enraizadas tudo está na mesma, as casas, a aldeia que é Teahupoo, os cafés, as marinas e até os mesmos os barcos que te levam para o pico em troca de alguns francos polinésios estão todos na mesma. Até a bela cerveja Hinano está na mesma, mas uma coisa que está diferente é a beleza das ilhas e a sua natureza, está mais refinada, mais doce e ao mesmo tempo mais bela, paraíso.

















Maruro.
NT

12 de julho de 2013

A viagem propriamente dita.



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Ê muito complicado viajar para o Tahiti,  mesmo para um português que tenha uma vida estável como eu, precisa-se pelo menos um ano e meio a dois anos para poder angariar o dinheirinho suficiente para uma viagem como esta,  o Tahiti é mesmo caro e longe. Apesar de desta vez ter tido alguns pequenos luxos durante a viagem foi com muito custo que consegui ir, abdiquei de muita coisa da minha vida, de estar com os amigos, de sair a noite ou de andar pelo pais e pela Europa atrás de ondas boas neste último Inverno e outras coisas mais. Como o meu amigo Miguel Pires me disse quando já estava no Tahiti, “ora aqui está um gajo que aquilo que promete,  faz!!!” Epá o pais está em crise e tal, sim claro que está, mas se nos organizarmos de tal forma e termos este objectivo conseguimos, porque tudo é possível na vida, felizmente trabalhei no duro e voltei a conseguir.
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 Entrei num avião em Lisboa ás 6 da manhã e cheguei no mesmo dia ao Tahiti ás 10 da noite, depois de 3 aviões, 23 horas dentro deles e 2 escalas, uma em Paris e outra em LA, pelo meio muita paciência no check in em Lisboa, voar no novo Airbus de 2 andares(igual aos outros  e desculpem mas não sei o nome do raio do avião, mas é um grande pássaro), ver 6 episódios duma série no pc, 2 filmes, muita comida de plástico, aturar a prepotência dos americanos em novo check in e controlo de emigração em LA mesmo que apenas tivesse em trânsito, mas embarcar naquele último avião da Tahiti Nui já me deu um cheirinho do paraíso e aquelas ultimas 8 horas de viagem foram num estante. Sai do avião e aquele calor com humidade natural dos trópicos(30 graus ás dez da noite) misturado com o cheiro adocicado que o ar do Tahiti é tão natural,  entranhou-se logo nas minhas narinas e lá soltei um sorriso e disse para mim, LINDO cheguei.  Fui levantar o carro alugado e ainda me esperava mais 50 km de carro até Teahupoo o fim da estrada dizem por lá, mas se na Europa se faz em meia hora os 50 km no Tahiti faz-se em 1.15h já que existe apenas uma estrada sempre junto ao mar, exausto lá cheguei a casa do Marama, surfista local e policia de profissão onde iria ficar nas próximas semanas, cheguei porra!
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Maruro!NT

5 de julho de 2013

O porquê do Tahiti outra vez!


Bem parece óbvio que para quem me conhece que iria voltar ao Tahiti (nota antes de acabar o resto deste post, que tou a escrever no meu quarto em Teahupoo, quero dizer que irei com certeza voltar outra vez, amo estas ilhas, as ondas e as suas gentes) verdade sem dúvida, não por ser aquele sitio idílico que toda gente sonha um dia na vida vir passar umas férias numa praia de água azul transparente e praia de areia branca com a sua água de coco á sombra da palmeira debruçada sobre o mar. Isso faz parte do pacote, mas o principal era mesmo as ondas e uma divida que tinha com uma pessoa em fazer uma viagem a dois, a outra era mesmo surfar a minha onda preferida do mundo a temível Teahupoo. Pelo meio o paraíso, as suas gentes com a sua simplicidade, as paisagens de sonho e tudo que não consigo explicar aqui mas que uma foto pode dizer tudo.

Mas não vim só pelas ondas, vim para descansar, desfrutar da vida, porque a vida são 3 dias e dois já passaram, vim também para carregar pilhas porque tenho sempre tanta coisa para fazer que já me descuido de algumas coisas da minha vida e viajar não será sem duvida uma delas.

Da outra vez que vim ao Tahiti há sete anos atrás salvo erro, vim com grandes amigos, surfar e realizar um filme, um trabalho que envolvia dar retorno a um patrocinador que estava a pagar para isso mesmo, foi uma missão bem sucedida. Mas na minha mente e nos meus amigos, principalmente quem sentiu o power de Teahupoo algo ficou por concretizar, algo nos ficou ali no fundo zunindo. Pois tive que cá vir ver que zunido era esse, o Porkito já tinha vindo cá o ano passado e ficou ainda mais com zunido porque não teve a sorte que eu tive com as ondas. Ora agora esse zunido desapareceu para mim desde dum certo Sábado eu presenciei e tentei participar duma das melhores sessões de surf da minha vida, acho que foi mesmo a melhor apesar que só tenha apanhado duas ondas.  Escrevo dum modo melancólico porque  não tive os tomates e a vontade para estar dentro dum salão azul de seis metros, que tantos vi á minha frente naquele dia, simplesmente não tive á altura, tou a ficar velho :(
Por isso a esses meus amigos que tiveram comigo há sete anos e que tanta falta me fizeram nesse dia, dedico estes próximos posts e espero que eles tenham a oportunidade de voltarem a este paraíso, eu vou voltar outra vez com certeza.

Dedicado ao Luis Porkito Pereira, ao Ricardo Faustino, ao Frederico, á Alexandra, ao Luis Bajolo e ao Pedro Emauz.

Maruro!NT

27 de junho de 2013

Altruismo e trabalho.

Dia 24 Junho é dia de São João e da minha cidade, a Figueira da Foz, como todos anos acontece o Município aproveita esta data e bem na minha opinião, para homenagear figueirenses que se destacaram em várias áreas da nossa sociedade.
Nos últimos 3 anos tive a honra de estar presente como Presidente da Associação Bodyboard Foz Mondego e como treinador na cerimónia de entrega de diplomas e medalhas de mérito a vários Bodyboarders Figueirenses, há 3 anos atrás foi a Ana Adão a receber o diploma de mérito desportivo por ter sido campeã Europeia de Bodyboard Júnior, no ano seguinte foi o meu amigo do coração o Luis "Porkito" Pereira que recebeu também o diploma de mérito desportivo pela medalha de Bronze alcançado nos ISA Bodyboarding Games nas Canárias e viu finalmente reconhecido pela sua cidade o valor da sua grande carreira no Bodyboard.

Este ano ainda foi mais especial porque além de Miguel Adão ter recebido o diploma de mérito desportivo devido a ter-se sagrado vice-campeão Europeu Junior (não pode estar presente na cerimónia por se encontrar no Panamá a filmar para um filme e foi substituído pela sua irmã) mais 11 Bodyboarders Figueirenses foram agraciados com a medalha de prata dourada da cidade por seu altruísmo e mérito, que fez com que salvassem uma família de afogamento no Molhe Norte da Figueira em Julho passado. Eles foram Rui Mateus, João Traveira, Marco Espada, Pedro Russo, João Panhõ, Rui Ferreira, João Serpa, Daniel Lucas, Tiago Felicio, Fábio Laureano e Mateus.
Como ouvi na cerimónia pelo o sr. Presidente da Camara da Figueira da Foz João Ataide, o valor duma cidade e dum concelho está nas suas gentes e nos seus feitos, como conheço muito bem todos eles e todos eles têm muito orgulho de serem bodyboarders e não ligam muito a isto de receber medalhas, apenas querem ser reconhecidos como boas pessoas e que os respeitem como Bodyboarders.
A Figueira é sem dúvida uma cidade de grandes bodyboarders e de grandes pessoas, sendo que o Bodyboard é um dos maiores tesouros desta cidade, orgulho de ser Bodyboarder e Figueirense.
Avida é bela na Figueira!NT